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Estudo sobre a Epístola de Judas.

Autor:
É quase certo que Judas não é o apostolo Judas, também conhecido como “Judas (não o Iscariotes)” (Jo 14. 22). Embora sua identidade seja de certa forma, um mistério, o consenso entre a maioria dos estudiosos é que ele seja o mesmo Judas, irmão de Jesus (Mt 13. 55). Quase que nada se sabe sobre Judas, e há poucas menções a ele na historia da igreja primitiva. Um escritor antigo atribui a Eusébio uma historia de que os netos de “Judas, irmão do Senhor”, foram acusados durante a perseguição no governo de Domiciano, mas foram soltos porque seu estilo de vida simples livrou-os de suspeitas.[1] Elaborando este estudo encontramos algumas semelhanças entre II Pedro e Judas. Podemos perceber que existem alguns trechos que, aparentemente, o apóstolo Pedro estava anunciando sobre falsos mestres que viriam, enquanto que Judas mostra que os falsos mestres já se encontravam entre eles, por isso houve a necessidade de escrever acerca deles.
Palavra-chave: Guardar.
Texto chave: v 3,4.
Pano de fundo:
A relação literária entre Judas e II Pedro é um fator importante na determinação do pano de fundo. Não pode haver duvidas que são duas epistolas distintas. As semelhanças ocasionais de pensamento e de vocabulário entre as duas não podem ser mero acidente. Uma comparação da epistola de Judas com II Pedro 2 convencerá qualquer leitor do texto traduzido ou do texto grego de que existe certa relação entre elas. Qual é essa relação? [2]
Propuseram quatro respostas diferentes.
1. II Pedro e Judas não têm relação uma com a outra a não ser de haverem sido escritas a pessoas que enfrentavam a mesma situação. Essa situação não explica de forma adequada as minúsculas semelhanças verbais.
2. II Pedro e Judas foram parafraseadas de alguma fonte comum. Essa solução é improvável, pois ambos os autores estavam aptos a escrever eles próprios suas epistolas, assim introduzir uma terceira epistola desconhecida só aumenta a confusão.
3. II Pedro foi buscar muitos de seus elementos em Judas. As referencias históricas de Judas são mais exatas e circunstanciais, e sua organização, mais clara. Parece que a epistola mais curta foi usada pela mais longa, em vez de a mais curta ser uma condensação da mais extensa.
4. Judas foi estimulado a escrever sua epistola ao ler a de Pedro, mas organizou-se de forma independente.
O último desses pontos de vista parece o mais racional e tem o apoio veemente de Zahn[3]. A epistola declara explicitamente que seu autor tinha a intenção de escrever com respeito á salvação comum, mas seu propósito foi subitamente modificado por qualquer motivo novo, e disso resultou uma obra de apologética, em vez de teológica ou devocional (Jd 3). Diz ele que “certos homens [...] infiltraram-se dissimuladamente”, e estes já tinham sido descritos e assolavam a igreja. Nos versículos 17 e 18, citou verbatim de II Pedro 3. 3, que atribuiu aos “apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo”. Seria razoável concluir dessas passagens que esta segunda epistola de Pedro passara pelas mãos de Judas, e que ele se sentiu impelido a escrever a respeito da apostasia que Pedro predissera, e que começava a se manifestar na igreja[4]. O autor era sem duvida o irmão de Tiago, moderador da igreja de Jerusalém e meio irmão de Jesus, mencionado em Mc 6. 3. Ele, como Tiago, também deve ter crido em Jesus como Messias depois da ressurreição, e passou a ser contato entre o grupo expectante no dia de Pentecostes. Parece não ter tido parte destacada nos negócios da igreja apostólica. Em estilo e vocabulário, a epístola de Judas aproxima-se de Tiago. Ambas têm estilo vigoroso e expressão vívida; ambas dependiam em grande parte de imagens extraídas da vida fora de casa; ambas são caracterizadas por certa austeridade ética. O escritor não se classificava entre os apóstolos (17). Após falarmos do “Pano de Fundo”, nos é importante falarmos também da data e local em que fora escrita esta epístola de Judas.
Local e Data:
A epístola não fornece qualquer indicação clara quanto ao local ou a data em que foi escrita. Se Judas trabalhava junto das igrejas judaicas da Palestina, é muito possível que a epístola tivesse sida enviada a essas ultimas no período que precedeu imediatamente a queda de Jerusalém. Pode-se aventar que aquilo que Pedro predissera para o setor da igreja ao qual escrevia já começara a se realizar na igreja pela qual Judas era responsável. Se a epístola de Pedro tinha acabado de circular, a de Judas pode muito bem ser datada de aproximadamente 67 ou 68 d.C. Se, por outro lado, o apelo de Judas à memória do povo (17) significa que o texto de II Pedro circulava já havia muito tempo, a conclusão óbvia é que a epístola de Judas pode ter sido expedida em uma data tão tardia como 80 d.C. Jerusalém não podia ser a destinatária, se essa ultima data for aceita[5].
Destinatário:
A saudação é “... aos chamados, amados por Deus Pai e guardados em Jesus Cristo...” Essa é uma saudação muito geral, sem que qualquer indicação seja dada acerca de seus leitores originais. Provavelmente esta epistola tenha sido verdadeiramente “católica” ou “universal”, não visando qualquer comunidade em particular, pois se destinava à igreja inteira, em todos os lugares, onde quer que houvesse dificuldades com os ataques gnósticos. A Ásia menor estava infestada do ensino gnóstico. Isso poderia servir de pequena indicação que Judas foi a epístola que originalmente também foi posta a circular naquela região do mundo, pois, em algum sentido, a segunda epístola de Pedro é companheira desta epístola de Judas[6]. Conteúdo da epístola de Judas:
Na epístola de Judas, há poucos ensinos de interesse teológico, que não se encontram em II Pedro. Judas trata do mesmo problema em relação aos gnósticos libertinos como faz II Pedro, e escreve para encorajar seus leitores a lutarem por uma fé ortodoxa (v3). Chegaram à igreja falsos mestres que “negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” (v4), que rejeitam e ultrajam autoridades, os anjos (v8), que são escarnecedores (v18) do caminho cristão que havia sido aceito. Judas não diz que eles escarnecem da idéia da parousia de Cristo, como fez II Pedro (3. 3-4). Reivindicam ter uma iluminação especial do Espírito, mas são, na verdade, destituídos deste Espírito (v19). Seu erro se manifesta na licenciosidade sexual (v 4 e 12). Judas como II Pedro, enfatiza o juízo escatológico que será sofrido por estes apostatas (v14). Fica claro, a partir da referência às predições dos apóstolos, que a epístola de Judas, como II Pedro, deve ter sido escrita tardiamente na era apostólica (v17)[7]. Os dois tópicos de interesse teológico são a referencia que Judas faz “aos anjos que não guardaram seu principado, mas deixaram sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia” (v6; veja II Pe 2. 4), e seu uso da literatura apócrifa. Cita verbalmente “Enoque, o sétimo depois de Adão” (v14). Essas exatas palavras são encontradas no apocalipse de Enoque, usualmente denominado 1 Enoque (veja em 1 En. 1. 9). Isso suscita questão dupla: será que Judas considerava o apocalipse de Enoque como uma escritura canônica, e que estas palavras vinham de Enoque da antiguidade? Fica claro que Judas tem Enoque como um escritor de muito valor, mas não o chama de escritura. Alem disso o apocalipse de Enoque refere-se duas vezes a Enoque, como a sétima geração de Adão (veja em 1 En. 37 e SS.; 60. 8). É provável que, no versículo 9, Judas tenha usado outro livro apócrifo: a Assunção de Moisés. Embora este livro esteja perdido para nós, tanto Clemente como Orígenes suponham que Judas estivesse usando este livro, com o qual estavam familiarizados. Contudo, isto não suscita nenhum problema diferente da citação de Enoque. Não fica em absoluto, claro que Judas tenha usado esse livro por tê-lo considerado como uma Escritura inspirada[8]. Esses dois exemplos do uso de literatura não-canônica não são únicos. Paulo faz uso de um “midrash” rabínico em 1 Co. 10. 4, quando fala a respeito da pedra que seguia os israelitas no deserto. Cita também um poeta pagão no seu discurso em Atenas (At. 17. 28) e, novamente, em 1 Co. 15. 33. O apóstolo menciona os mágicos que resistiram a Moisés, como Janes e Jambres (II Tm. 3. 8), e, provavelmente, extraiu seus nomes de alguma fonte não-canônica[9]. Da mesma forma que II Pedro, a epístola de Judas polemiza contra os falsos mestres que se haviam intrometido na igreja em maior numero, ao que parece, que na época em que fora escrita a segunda epístola de Pedro. Judas tinha tensionado escrever um tratado doutrinário, mas a infiltração da igreja por parte dos falsos mestres o compelira a alterar a natureza da sua epístola para uma exortação a que os cristãos contendessem vigorosamente em defesa da verdade do evangelho. Ele descreve em termos vividos tanto a iniqüidade dos mestres falsos quanto a condenação deles, ao citar exemplos de juízos divinos no passado: a geração de Israelenses que pereceram no deserto, por causa da sua infidelidade; os anjos caídos (provavelmente os espíritos demoníacos que tinham corrompido a raça humana imediatamente antes do dilúvio [vide Gêneses 6. 1 e I Pedro 3. 18]); e Sodoma e Gomorra. Os falsos mestres eram destituídos de reverencia pelas realidades espirituais e por seres sobre-humanos, o que contrasta com a cautela com que o arcanjo Miguel disputava com Satanás em torno do corpo de Moisés[10]. Esboço do livro de Judas[11]:
I. Saudação 1-2I. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19
Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19
II. Exortações por perseverança 20-23
Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23
Doxologia 24-25 Veremos a seguir, depois da interpretação com palavras chaves, um pouco mais sobre os detalhes que existe entre a epístola de Judas e II Pedro. Eu creio que nos fará entender um pouco mais sobre esta epístola riquíssima em ensinamentos para nossos dias. Tiraremos lições para nossas próprias vidas. Vamos discorrer um pouco mais sobre este esboço e veremos também algumas palavras chaves na língua grega. Algumas interpretações podem ter uma profundidade verbal para uma aplicação pessoal. INTERPRETAÇÃO COM PALAVRAS CHAVES E APLICAÇÃO.
Saudação (v 1- 2): O início da epístola de Judas, já nos dá uma segurança e mostra que nós estamos em Cristo, expressão importante na teologia de Paulo, é uma realidade espiritual que expressa nosso vínculo com Jesus e nossa posição espiritual. Estamos ligados a ele como os membros se ligam ao corpo e este à cabeça ou como os ramos se ligam à videira. Creio que seria com o compromisso do próprio homem para com Deus. Judas diz que estamos guardados em Cristo. Ele é o nosso refúgio, nossa fortaleza. Lendo apenas o versículo 1 e o 24, poderíamos pensar que a nossa situação e futuro dependem unicamente de Deus. Se assim fosse, não precisaríamos de tantas palavras de advertência como temos na bíblia. Contudo, o verso 20 muda a conjugação verbal e nos exorta dizendo: "Guardai-vos no amor de Deus" (ou conservai-vos). (v 1) “hgaphmenois” O tempo no perfeito sugere a idéia que eles tinham sido e continuavam sendo objeto do amor de Deus (Kelly). “tethrhmenois” O verbo aqui é usado num sentido amistoso significa “manter livre de perigos, preservar.” A palavra expressa o cuidado vigilante dispensado a alguém (T. Mayor). O cuidado de forma contínua.
APLICAÇÃO: Podemos entender que existe, de fato, pessoas que são eleitas pelo Senhor. Eu creio que todo aquele que aceita ao Senhor como seu único e suficiente Salvador de sua alma tem a possibilidade de se tornar um filho de Deus. Vejo que O Senhor é aquele que guarda de todo tipo de armadilha do inimigo. Somente o Senhor pode guardar o homem independente de seu esforço próprio: Salmo 127 “... Se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda...” Muitas vezes não reconhecemos de forma palpável a proteção divina. Só que o Senhor sempre está protegendo os seus filhos, que lhe obedece e teme. (v 2) “eleos” Misericórdia, piedade. “plhqunqeih” a idéia que fosse multiplicada, aumentado. É usado para expressar um desejo. O autor queria que fosse multiplicada aos seus ouvintes, misericórdia, piedade.
APLICAÇÃO: Nós temos que ter o mesmo procedimento que Judas, ele não se vangloriou, mas o amor estava circulando nas suas veias. Da maneira que Judas se apresenta é semelhante a um escravo que não pode ter liberdade do seu senhor. Isso nos traz a idéia de um servo voluntário, que optou em ser servo. A Paz é o resultado do profundo bem estar da alma que é o resultado da graça Divina. Nós também podemos servir ao Senhor de forma submissa e reverente. I. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade. Motivo para a advertência 3-4
O autor sagrado não perde tempo para chegar a declarar o propósito da sua epístola. Ele queria escrever, ansiosamente, um tratado sobre nossa comum salvação, instruindo a seus leitores sobre as graças e glórias da fé cristã. Porém, ao observar o grande sucesso que os mestres gnósticos vinham obtendo, infiltrando-se como estavam na igreja e obtendo convertidos às suas doutrinas falsas, que degradam a Cristo, seu dever se lhe tornou claro. Ele voltou toda a sua energia a uma denúncia amarga e cortante contra a heresia gnóstica, especialmente porque os mestres gnósticos encorajavam e praticavam a imoralidade[12].
(v 3) “Spoudh” (Epudé) Diligencia, empenho, esforço. “koinos” (koinós) Comum aquilo de que todos os crentes participam. “anagkh” (anagké) Necessidade de compulsão de “grajai” (grafai) Escrever uma nova epistola imediatamente e ele não poderia estar preparado para escrever coisa mais agradável, como a carta que provavelmente escreveria. Mostra o sentido da necessidade e urgência. “parakalwn” (parakalon) Exortar, rogar, encorajar. É a palavra usada para as palavras que enviam soldados e marinheiros medrosos corajosamente para a batalha. “epagwnizesqai” (epagonitsestai) Lutar por, contender, fazer grande esforço por alguém. A palavra era usada para as disputas atléticas e para o esforço dos atletas no jogo (Kelly). “apax” (apáx) de uma vez por todas. “paradoqeish” (paradoteisé) A palavra é usada para a entrega da tradição autoritativa em Israel e Judas está dizendo, portanto, que a tradição apostólica é normativa para o povo de Deus (Green).
APLICAÇÃO: Quando queremos falar com alguém algo muito sério, podemos chamar a pessoa de “amado”, ou quando queremos advertir alguém. Podemos perceber que Judas chama seus destinatários de “amados, queridos”, isto é muito importante, pois o tom da carta adquire uma severidade que não é comum nas cartas do Novo Testamento. Mesmo que o conteúdo da carta for áspero mesmo assim, por causa deste modo de iniciar a epístola, podemos receber com mais facilidade o que ela quer comunicar.
(v 4) “pareiseduhsan” (pareisedunsan) Mostra a idéia de introduzir-se secretamente, entrar furtivamente, palavra sinistra e secreta. “progegrammenoi” (proguegramenoi) A palavra objetiva mostra que eles já estão destinados á punição, por serem inimigos de Deus. Os falsos mestres têm uma vida dissoluta “aselgeia” (aselgueia) [13].
APLICAÇÃO: Posso ver que Judas se refere ao povo de Deus como um general diante dos soldados. Preparando-os e advertindo-os a se prepararem assim que eles recebessem as ordenanças, não mais seriam lembrados destas palavras, percebamos que elas são decisivas e fortes. Hoje encontramos um tipo de mensagem diluída, os pastores têm medo de perder os dizimistas da igreja ou coisa deste porte, por causa do modo de se expressar diante do povo. Mesmo Judas amando seus leitores, ele não se conteve em medir suas palavras para detalhar os falsos mestres.
Lembrete do antigo povo ímpio 5-7
Alguns primeiros discípulos poderiam ter pensado que a igreja crista pudesse corromper-se, que Deus pudesse permitir que falsos mestres pudessem entrar e fazer adeptos. O autor sagrado mostra-nos, portanto, que a apostasia não era nenhuma novidade, pois desde há muito penetrara até mesmo nas dimensões angelicais, tendo aparecido nas civilizações humanas antigas[14].
(v 5) “upomnhsai” (upomnesai) Mostra a idéia de relembrar de algo que eles já conheciam, de modo que era desnecessário ser muito longo na sua epístola[15]. Autêntico conhecimento espiritual. Consideremos o que diz o livro apócrifo de Enoque: “Sei de tudo da parte dos lábios do Senhor... Sei tudo e escrevi nos livros” (Enoque 1,2). Praticamente a nação inteira de Israel pereceu no deserto, exceto os fiéis Calebe e Josué. Reconheçamos isso! O verdadeiro Josué, que é Jesus, espera que lhe demos a nossa lealdade. Disso depende nossa segurança. Os mestres gnósticos afirmavam possuir um “conhecimento” superior, através do que julgavam que poderiam ser remidos. Mas essa porção do verdadeiro conhecimento espiritual lhes faltava, para sua própria destruição. A Incredulidade é a fonte de todos os males e desvios. Os gnósticos não prestavam lealdade ao verdadeiro Cristo, mas substituíam por um “aeon”. Não aceitavam a doutrina da encarnação, da fusão das naturezas divina e humana em Jesus, nem expiação. Se algum crente aceitar tais negações, torna-se um incrédulo. A incredulidade equivale à desobediência, porque, em si mesma, é uma forma agravada de incredulidade, bem como é a origem da desobediência moral.
(v.6) (arch) (arqué) Domínio, autoridade, ofício. A palavra pode indicar ou o ofício dos anjos ou seu domínio, isto é, esfera de domínio, ou, ainda, pode indicar o estado espiritual em que foram criados eles foram feitos diferentes da humanidade, mas não se mantiveram no seu estado original, pelo contrario, (apolitontas) (apolitontas), deixaram, desertaram, abandonaram. Deixaram sua própria habitação[16]. O problema apresentado pela epístola é o caso daqueles que não guardaram suas posições e se perderam, tornando-se exemplos do juízo divino (tethrhken) (tetérequen). O autor cita como exemplos: o povo de Israel no deserto, os anjos, Sodoma, Gomorra, Caim, Balaão e Coré. Ele fala de experiências coletivas e individuais.
(v 7) “Ekporneusassai” (ekporneusassai) Sugere uma pratica de imoralidade excessiva, intensiva, imoralidade que vai contra o curso da natureza[17].
APLICAÇÃO: Judas menciona desde pessoas que conheciam bem pouco sobre Deus, passando por aquelas que conheciam muito e chegando a mencionar os anjos, que viam a Deus face a face. O que todos tiveram em comum foi à corrupção e a conseqüente destruição. É impressionante observarmos que o povo de Israel, por sua rebelião e incredulidade, entra para uma lista de exemplos ao lado de Sodoma e Gomorra. Da mesma forma, um profeta ganancioso, Balaão, é listado juntamente com Caim, o irmão homicida. Hoje ouvimos pessoas que servem a um deus morto. O nosso Senhor quer para si um povo santo. Que busque a presença dele a cada instante.
Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19
(v 8) “enupniazomenoi” (enupniaksomenoi) A palavra pode indicar que os falsos mestres, em sua cegueira e ilusão, tomavam o real pelo irreal e o irreal pelo real (Mayor), o que enfatizaria a falsa fonte de sua revelação; mas a palavra também pode enfatizar que eles estão dormindo para o julgamento de Deus e estão distraídos pelo caráter temporário e ilusivo de seus prazeres e desejos. “miainousin” (miainousin) A palavra é usada freqüentemente para a contaminação ou sujeira moral. (v 11) “Eporeuqhsan” (eporeutesan) A palavra é usada para mostrar o tipo de vida. “Planh” (plane) erro, engano. “misqos” (mistos) salário, pagamento, recompensa. Mostra que eles eram como Balaão, avarentos, ambiciosos (Green) “antilogia” (antilogia) significa falar contra, hostilidade, rebelião. “Apwlonto” (apolonto) significa perecer. O aoristo é um modo dramático de dizer que o destino deles já está selado (Kelly). Assim, nestes três relatos do AT, vemos três características dominantes dos falsos mestres e dos que erravam com eles. Como Caim era destruído de amor. Como Balaão, estavam prontos por dinheiro, a ensinar a outras pessoas que o pecado não importa. Como Coré, não se preocupavam com as ordens de Deus e eram insubmissos aos lideres da igreja (Green) [18].
Tais homens são muito perigosos porque entram nas igrejas (v.12) e conseguem posições de liderança e ensino (v.8,12). A sua aparência não é ameaçadora. Pode até ser agradável. Contudo, seu procedimento denuncia seu caráter. O autor utiliza muitas figuras de linguagem para mostrar tal realidade. COMO IDENTIFICAR OS FALSOS MESTRES APARÊNCIA CARÁTER Rochas Submersas (perigo oculto) Pastores Que apascentam a si mesmos Nuvens Sem água Árvores Infrutíferas, sem vida, sem raiz firme. Ondas Bravias (atos vergonhosos) Estrelas Errantes Esclarecimento[19]:
Rochas: “spilas” O melhor significado aqui seria “pedras ocultas.” A palavra era usada para denotar pedras no mar, perto da praia, e cobertas com água, de modo que eram muito perigosas para os navios (Kelly; Mayor). O significado aqui é de que nas refeições que faziam com os cristãos, os falsos mestres eram responsáveis pela destruição da fé e do comportamento decente de seus companheiros cristãos (Kelly). “ajobws” sem medo, sem temor, sem respeito.
APLICAÇÃO: Se não olharmos de forma detalhada, se não observarmos a profundidade do problema que pode trazer uma rocha submersa, quando imaginamos um navio, por maior que seja, pode sofrer um naufrágio por causa dor recifes que há no mar, um perigo oculto, que poderia ser evitado. Assim é o perigo que Judas quer advertir aos servos do Senhor acerca dos falsos mestres que podem fazer cair mesmo aqueles que estão mais firmes na rocha que é Cristo. Observamos no final da sua epístola que somente Jesus Cristo pode livrar da queda fatal. Pastores: “Poimainontes” aqui o sentido é de alimentar, engordar. Não podemos deixar, nos dias de hoje, o povo de Deus ser enganado por pastores que não têm compromisso com o Dono do Reino. Encontramos muitas igrejas que sofrem por não terem um pastor que cuide deles. São como ovelhas sem pastor. Encontramos pastores que usam a mídia para fins pessoais, podem até começar de forma correta com visão de Reino, só que quando o dinheiro começa tomar de conta da vida dos lideres, eles acabam se corrompendo. Será que conhecemos tais pastores em nossos dias?
Nuvens: “nejelh... anudros... parajeromenai...” Primeiramente é nuvem. Sem água, seca, e levado por... Aqui o quadro é o de nuvens sendo levadas pelo vento, frustrando a esperança de chuvas. A sugestão é que os praticantes do erro são, todos, sombra e não substância; eles não têm nada para dar aos que são tolos o bastante para lhes dar atenção (Kelly).
APLICAÇÃO: Como não é desagradável uma terra cega que não recebe água, como deve ser triste alguém acordar e saber que não vai chover naquele dia, pelo simples fato de morar num lugar desértico. Imagine você olhando para os céus e não consegue avistar uma nuvem que possa trazer um pouco de chuva para que você possa cultivar a sua terra, da mesma forma são aqueles que estão enquadrados na classe dos falsos mestres, vivem de aparência e não trazem nenhum tipo de aproveitamento para as almas.
Árvores: “jqinopwrinos... akarpos... dis... apoqanonta... ekrizwqenta...” A primeira palavra dá a idéia do final do outono. A palavra descreve as árvores em sua forma durante o final do outono, secas, sem folhas, com poucos galhos, com todo crescimento minado pela aproximação do inverno e sem frutos (T; Kelly). A segunda palavra quer dizer: sem fruto, infrutífero. O fim do outono cai perto do fim da colheita e o quadro, aqui, é que a colheita havia chegado e terminado sem que essas árvores tivessem dado frutos. Eram indignas e desapontadoras. “Dis”: duas vezes, a idéia aqui é que seria multiplicada por dois a morte de tais árvores, no sentido de serem estéreis e de, realmente, estarem sem vida (Kelly). “Ekrizwqenta”: Tais árvores eram, comumente, arrancadas pela raiz e dispostas para o fogo, e o desarraigamento de árvores é uma das metáforas prediletas do AT para o julgamento (Sl 53. 5; Pv 2. 22) (Kelly; Green)
APLICAÇÃO: Relembro-me da videira verdadeira que se encontra no evangelho de João 15, os ramos que não produzem frutos são cortados e lançados no fogo. Da mesma forma que este ramo só está ocupando lugar de outro, que poderia dar bastante fruto, assim são também os falsos mestres que não produz nada no Reino Espiritual. Encontramos muitos nos dias de hoje. Podemos ver que existem muitos que só querem ocupar lugares e status eclesiásticos. Devemos ter cuidado com a aparência dos ramos infrutíferos, creio que Deus está levantando uma nova geração de obreiros que terão compromisso sério com ele.
Ondas: “Kuma... agrios...epajrizonta... aiscunh...” Quer nos mostrar que são ondas, furiosas, selvagens, que espuma. A palavra refere-se à vegetação marinha e outros refugos trazidos pelas ondas e lançados à praia, às quais são comparados os resultados da impiedade, vergonha (Mayor; Is 57. 20).
APLICAÇÃO: Posso lembrar-me de procedimentos vergonhosos de “futuros lideres”, que simplesmente, discutem de forma agressiva, ferindo amigos com palavras duras, inveja, ciúmes, calunia gestos agressivos, tudo isso é resultado da vida dos falsos mestres, os enganadores. Não é difícil encontrar pessoas desta forma. Na maioria dos casos são aqueles que menos colaboram em alguma coisa. Não são dispostos a trabalhar, mas são os primeiros a derrubar os trabalhos de outrem.
Estrelas: “asthr... planhths...” Astro, estrela... Errante. A figura da estrela errante, é usada no livro de Enoque (v. Enoque 43, 44, 18, etc.), e descreve estrelas cadentes que são engolidas pelas trevas (Mayor; Green).
APLICAÇÃO: Uma estrela cadente não serve como ponto de referência para os navegantes. Os falsos mestres não conseguem se firmar dentro da verdadeira igreja do Senhor. Por isso é que acontecem os escândalos e eles se vão. Vemos no texto também a questão da inutilidade de tais pessoas. Ondas bravias só causam destruição. Nuvem sem água não produz chuva. Além disso, é levada pelo vento e nem sombra produz. O mesmo acontece com a árvore que, além de não ter frutos, foi arrancada. Nesse caso, o que não é útil pode se tornar uma ameaça. Então, nada lhe resta senão o fogo, que representa o juízo divino. Assim, Judas apresenta o caráter dos falsos mestres, o perigo de sua mensagem e o destino que lhes cabe, a exemplo do que aconteceu com os rebeldes israelitas do deserto, e Sodoma, Gomorra, etc.
Judas adverte a respeito dos falsos mestres, mas tem uma expectativa positiva em relação aos verdadeiros irmãos. "Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo;” (v.17).
(v 19) “apodiorizontes” (apodioriksontés) A palavra pode indicar a ação de fazer distinções divisivas entre eles mesmos e outras pessoas (Green). Também pode significar que, pela sua vida ímpia, eles dividiam as pessoas na congregação, e algumas estavam prestes a seguir-lhes os passos. “yucikos” (psuquikos) A palavra implica que esses homens seguiam seus desejos e apetites naturais sem qualquer freio ou controle.
APLICAÇÃO: Com uma maneira tão simples no falar, tais pessoas conseguem causar divisões por onde andam, por onde passam deixam seus rastros de sujeira. Pessoas que conseguem dividir grupos, classes, igrejas, conseguem ser usadas pelo inimigo para semear a contenda entre os irmãos e depois de causar o dano, sai como se nada tivesse acontecido. Meus amados irmãos abram os olhos, pois, os falsos mestres estão ao nosso lado, participando das reuniões tentando prejudicar quem possa. II. Exortações por perseverança 20-23
Manter a fé 20-21
(v 20) “epoikodomountes” (epoicodomoúntes) Está expressando os meios ou maneira de “guardar-se” e expressa um tempo contemporâneo. “agiwtatos” (aguiotatos) Esta palavra é usada para expressa o que é mais santo, muito santo, no caso a santíssima fé. Esta fé que é entregue aos santos, sobre o qual a pessoa tem de construir sua vida.
APLICAÇÃO: Podemos ver que esta fé não pertence ao homem, é o próprio Deus quem dá pela sua infinita graça entregue aos santos que o busca. Temos que ter a consciência da dádiva do Senhor, por isso devemos nos esforçar de forma a conservar, constantemente, esta comunhão com o Senhor, mediante a santíssima fé. Todos nós temos este compromisso para que não venhamos ser enganados pelos falsos mestres.
(v 21) “Proseucomenoi” (proseurromenoi) Nos dá uma idéia que devemos edificar nossa vida em oração. O cristão não deve apenas estudar as escrituras, se ele quiser crescer na fé e ser útil as outras pessoas, ele também deve orar no espírito pois a batalha contra o falso ensino não é vencido por argumentos[20]. O autor nos repassa uma grande responsabilidade no sentido de nos mantermos na posição que obtivemos em Cristo mediante a salvação. "Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna". (v.20-21). A conjunção "mas" introduz um texto com teor contrário ao anterior.
APLICAÇÃO: Quem pensa que a sabedoria vem do muito estudar está equivocado. Devemos estudar sim, mas quem dá a sabedoria é o Senhor por meio dele. Temos que ter uma vida baseada em oração e que não possa se corromper com o mundo pagão. Todo estudo tem que penetrar no mais profundo do nosso entendimento. Baseado na fé em Jesus Cristo devemos perseverar na sã doutrina do nosso Senhor.
Resgatar os enganados 22-23
(v.22) “diakrilwmenous” (diakrilomenous) O que Judas está mencionando não diz respeito aos que estão fracos na fé. Por isso, Judas adverte que devemos ter compaixão daqueles que estão em dúvida.
APLICAÇÃO: Não podemos nos preocupar somente com os falsos mestres. Temos que tomar atitudes de resgatadores de pessoas que estão sendo engodadas por tais agentes do mal. Nós temos que pedir ao Senhor à sabedoria para que possamos arrebatá-los dos enganos e da perdição eterna. Não podemos continuar de braços cruzados sem tomar atitudes que possa marcar a historia de muitas vidas. Os ouvintes não são culpados do que ouvem. Por isso não podemos nos calar diante da realidade que não espera.
(v.23) “arpazontes” (arpaksontes) A figura de arrebatá-los do fogo pode ter sido pela alusão ao castigo de Sodoma e Gomorra (Mayor). Devemos salvá-los tomando cuidado para não sermos contaminados com seus erros práticos ou doutrinários.
APLICAÇÃO: Muitos querem ajudar os que estão sendo enganados pelos falsos mestres, só que se tais defensores não estiverem preparados, aptos, baseado na palavra genuína para tal tarefa seria melhor que não se depusessem. Podemos correr o risco de sermos engodados de igual modo, pois, a palavra mencionada por Judas indica que os falsos mestres têm o poder de persuasão. Outros textos bíblicos nos mostram que se o tempo não fosse abreviado até os escolhidos serão enganados. “Mateus 24.24 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” Doxologia 24-25
(v 24) “dunamenw” (dunámeno) A palavra tem o sentido daquele que é capaz, poderoso. “julaxai” (fulaksai) mostra a idéia de proteção e segurança parece ser proeminente aqui. “aptaistos” (aptaistos) sem tropeço, sem queda, a palavra é usada acerca de bons homens que não cometem lapsos morais (Green). “agalliasis” (agaliásis) A palavra tem tonalidades escatológicas, denotando júbilo do povo eleito de Deus diante de sua manifestação no fim (Kelly; I Pedro 1. 6).
(v 25) “megalwsunh” (megalousúné) Expressa grandeza, majestade, neste caso, atribuída somente a Deus. “amhn” (amém) A palavra é a normal para todo término de doxologias e sela esta confiante atribuição de glória Àquele a quem ela pertence, o Deus capaz! (Green)[21]. Depois de falar sobre a mensagem, a vida e o destino dos falsos mestres, o autor exorta que os destinatários se firmassem na palavra ensinada pelos apóstolos de Cristo. Desse modo, teriam uma vida livre da corrupção e, conseqüentemente, seriam apresentados imaculados diante de Deus para a vida eterna. Por essa razão, Judas encerra sua epístola de modo tão exultante, com uma expressão de louvor a Deus, na doxologia.
APLICAÇÃO v 24 – 25: Não poderia terminar de forma diferente esta epístola. A limitação da força do homem natural é muito frágil, mediante os fatos que podem deturpar seus próprios esforços. Podemos perceber que somente em Deus podemos ser fortes o suficiente para podermos escapar dos males causados pelos falsos mestres, e nos aproximarmos mais do Senhor, que por sua vez, pode nos guardar, protegendo-nos de ataques que podem causar nossa morte espiritual. Somente o Senhor pode nos conduzir através da sua infinita misericórdia ás moradas eternas. PARALELO ENTRE JUDAS E II PEDRO II PEDRO ASSUNTO JUDAS 2: 1 Falsos mestres 1: 4 2: 4 Anjos que pecaram 1: 6 2: 6 Sodoma e Gomorra 1: 7 2: 10 Contaminados e atrevidos 1: 8 2: 11 Contenda de anjos 1: 9 2: 15 Animais irracionais 1: 10 2: 17 Caminho de Balaão 1: 11 2: 18 Nuvens levadas pelo vento 1: 12,13 3: 2-5 Falando coisas arrogantes 1: 16 3: 2 Lembrai-vos das palavras 1: 17 3: 3 Escarnecedores dos últimos tempos 1: 18 JULGAMENTO ESCATOLÓGICO E ESPERANÇA ATUAL EM JUDAS
Judas quer que seus leitores compreendam quem são seus oponentes, o julgamento escatológico para o qual se encaminham e, por implicação, o que acontecerá aos cristãos que fossem presas de suas ilusões. Ele também dá a seu leitor uma estratégia para lidar com os falsos mestres na atualidade. Judas estrutura sua estratégia na esperança de que não apenas seus leitores devem evitar cair presas do falso ensinamento, mas também devem resgatar outros, incluindo os próprios falsos mestres que já caíram nas garras desse falso ensinamento[22].
OS OPONENTES DE JUDAS COMO OPONENTES ESCATOLÓGICOS DO POVO DE DEUS
Por meio de uma serie de alusões às Escrituras e às interpretações judaicas tradicionais destas, Judas expõem os falsos mestres como oponentes de Deus que se levantarão nos últimos dias. Eles cumprirão as profecias e os indicadores tipológicosque apontam para a forma de rebelião contra Deus que infestará os últimos dias do plano do Senhor para seu povo.algumas dessas profecias e tipos foram escritos “há muito tempo” (v 4) e preditos “pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo” (v 17), nas escrituras e nas interpretações tradicionais destas, mas ambas profetizaram que do meio do povo de Deus emergiria um grupo que pregaria a descrença, a rebelião e a conduta impudente e, ao fazer isso, buscaria levar o povo de Deus a desviar-se. Judas acredita que os seres perversos de Israel, identificados metaforicamente em Ezequiel 34 como pastores, são tipos bíblicos dos quais os falsos mestres são antítipos. Da mesma forma que os pastores de Ezequiel “cuidaram de si mesmos em vez de cuidar do rebanho” (Ez 34. 8; 34. 2), também os oponentes de Judas aparecem nas refeições cristãs como “pastores que só cuidam de si mesmos” (Jd 12). Eles também correspondem à descrição de Isaias daqueles que se recusam a responder com arrependimento à misericórdia de Deus. Conforme afirma Isaias, “os ímpios são como o mar agitado, incapaz de sossegar e cujas águas expelem lama e lodo” (Is 57. 20). Judas, ao ecoar essas palavras, chama seus oponentes de “ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos.” Além disso, em relação a esses registros anteriores de falsos mestres nas escrituras, profecias mais recentes dos “apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo” indicam que, nos últimos tempos, os “zombadores” se levantariam (Jd 17, 18). Judas considera seus oponentes como esses zombadores. Entretanto, o aparecimento deles na comunidade cristã para a qual Judas escreve é o esperado, ainda que difícil desenvolvimento da era final do mundo (v 18; cf. 1Tm 4. 1; 2Tm 3. 1-5)[23].
O DESTINO DOS OPONENTES DE JUDAS
Se o aparecimento desses falsos mestres no presente revela que eles são os inimigos do povo de Deus, esperados para o final dos tempos, então seu julgamento, no futuro, a menos que se arrependam, é certo. Aqueles a quem Deus salvou da escravidão do Egito, depois “os que não creram”, Deus os “destruiu” (v 5). Aqui Judas alude a Números 14, que fala sobre o desgosto de Deus com a recusa dos israelitas “em crer” nele (14. 11) e a promessa de punir essa descrença ao barrar todos com mais de dezenove anos de entrar na terra (14. 26-35). Deus lhes diz: “Os cadáveres de vocês, porém, cairão no deserto” (14. 32). Fica clara a implicação para os oponentes de Judas: eles estão no caminho que leva a destruição escatológica. De forma similar, Deus destinou os anjos rebeldes de (Gênesis 6. 2, 4) ao aprisionamento nas trevas, onde esperam o julgamento final (Jd 6). Judas quer que seus leitores saibam que os falsos mestres existentes no meio deles estão caminhando em direção a um destino tenebroso, como o descrito acima. Ele os lembra do aprisionamento temporário dos anjos rebeldes nas trevas (Jd 6). Judas lembra seus leitores do julgamento que Deus enviou sobre Sodoma e Gomorra, bem como a seus arredores (v 7). Como os falsos mestres, os habitantes de Sodoma misturaram a imoralidade sexual com o escárnio pelos seres angelicais (Gn 19. 1-9). Deus tratou esta perversidade com uma chuva de fogo e enxofre (19. 24) que destruiu toda a área, até mesmo sua vegetação. A devastação foi tão extensa que uma “densa fumaça” subiu da terra (19. 28)[24]. Citamos num outro parágrafo acima o julgamento atribuído aos que seguiram o caminho de Caim, Balaão e Corá. Tais comparações mostram o que sucederá aos que seguirem os falsos mestres. Podemos também perceber que os que foram engolidos vivos pela terra na rebelião de Corá, assim também são os falsos mestres, estão sendo engolidos vivos através dos seus falsos ensinamentos. O destino final de tais homens está sendo reservada para o grande dia do juízo final.
A ESTRATÉGIA PARA LIDAR COM OS FALSOS MESTRES
Por que Judas enfatiza tanto a punição escatológica desses falsos mestres? Ele o faz para lançar o fundamento de lhes resistir, recomendada a seus leitores. O objetivo dessa estratégia é impedir que seus leitores sejam jogados no abismo da destruição escatológica (Jd 20, 21, 23), bem como o de sugerir um método para resgatar aqueles que estão à beira desse desastre final, incluindo-se aqui até os falsos mestres (v 22, 23). Como os leitores de Judas podem evitar cair em erro.
Em Judas 20, 21, ele instrui seus leitores como evitar sucumbir ao falso ensinamento e como evitar o sofrimento desse destino tenebroso dos falsos mestres que acabou de descrever. Ele o faz com quatro admoestações, sendo que a ultima delas lança o fundamento escatológico das outras três. a) Edificar a si mesmos na santíssima fé (v 20a) b) Eles devem orar no espírito Santo (v 20b) c) Ele devem manter-se no amor de Deus (v 21a) d) Devem perseverar até o tempo em que Jesus Cristo os levar (v 21)
Como os leitores de Judas podem ajudar aqueles que estão sob a influência dos falsos ensinamentos.
Judas advoga abordagens separadas para aqueles que caíram sob influência dos falsos mestres. A comunidade não deve desistir daqueles que se solidarizam com os falsos mestres. Eles devem resgatá-los “do fogo eterno” que as cidades de Sodoma e Gomorra e as cidades em redor já experimentaram (v 7). Uma abordagem distinta é necessária para os falsos mestres uma vez que, aqui, o resgate do fogo envolve a perigosa possibilidade de engano e de destruição para os resgatadores. Judas diz que seus leitores devem demonstrar misericórdia em relação aqueles “que duvidam”, ou seja, os próprios falsos mestres. Ele não deixa claro aquilo que espera que essa misericórdia alcance, mas, provavelmente, ele tem em mente, algo similar ao conselho de Paulo a Timóteo: “Deve corrigir com mansidão os que se lhe (ao servo do Senhor) opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem a sobriedade e escapem da armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade (2Tm 2. 25, 26) ” Entretanto, Judas quer que seus leitores sigam esse caminho com cuidado. Eles devem ter “temor” daquilo que lhes pode acontecer se a influencia seguir o caminho inverso daquilo que pretendem. Alem disso, eles devem evitar qualquer mácula proveniente do comportamento imoral dos falsos mestres.
DESVIO, JULGAMENTO E MISERICÓRDIA EM JUDAS
Judas considera o aparecimento dos falsos mestres em meio a seus leitores como um sinal de que ele e os outros cristãos estão vivendo nos últimos tempos. Essa convicção empresta um aspecto de iminência a sua carta. O ultimo capitulo do tratamento de Deus com suas criaturas, conforme Judas afirma, já começou, o julgamento final dos perversos pode acontecer a qualquer momento. A luz disso, Judas alerta seus leitores sobre as conseqüências escatológicas que virão sobre aqueles cujos ensinamentos os desviam da fé de uma vez por todas confiada aos santos, se eles não se arrependerem. Ele deixa implícito que se os leitores caírem presa desse ensinamento, eles também experimentarão essas conseqüências. ESBOÇO DETALHADO PARA UM ESTUDO DA CARTA. SAUDAÇÕES (v 1, 2) INTRODUÇÃO (v 3, 4) A DENÚNCIA DOS FALSOS MESTRES (v 5- 16) a) DESTRUIÇÃO DOS FALSOS MESTRES (v 5 - 7) b) DENÚNCIA DOS FALSOS MESTRES (v 8 - 11) c) AS DESCRIÇÕES DOS FALSOS MESTRES (v 12 - 16) EXORTAÇÃO (v17-23) a) ADVERTÊNCIA APOSTÓLICA (v 17 - 19) b) O DEVER PESSOAL (v 20 - 21) c) O DEVER DE UNS PARA COM OS OUTROS (v 22 - 23) DOXOLOGIA (v24-25) A TEOLOGIA DE JUDAS DEUS: · CHAMA, AMA E GUARDA E É PAI (v 1) · A GRAÇA PERTENCE A ELE (v 4) · ELE TEM UMA MORADA (v 6) · MANTEM PRESO OS ANJOS (v 6) · ELE É AMOR (v 21) · ELE É PODEROSO, TEM UMA GLÓRIA (v 24) · ÚNICO, SALVADOR, MAJESTOSO, AUTORIDADE (v 25)
JESUS CRISTO: · IRMÃO DE TIAGO E SENHOR DE JUDAS (v 1) · QUEM GUARDA OS AMADOS (v 1) · O ÚNICO SOBERANO E SENHOR (v 4) · LIBERTOU O POVO DO EGITO (v 5) · DESTRUIU OS QUE NÃO CRERAM (v 5) · TINHA APÓSTOLOS (v 17) · MISERICÓRDIA QUE LEVA PARA VIDA ETERNA (v 21) · ELE É O MEDIADOR, NOSSO SENHOR (v 25)
ESPÍRITO SANTO: · OS ÍMPIOS NÃO TÊM O ESPÍRITO SANTO (v 19) · OS SALVOS SE EDIFICAM ATRAVÉS DO ESPÍRITO (v 20)
ANGELOLOGIA: · ANJOS QUE NÃO CONSERVAM SUAS AUTORIDADES (v 6) · ESTES (ANJOS) (v 7) · DIFAMAM OS SERES CELESTIAIS (v 8) · ARCANJO MIGUEL (v 9) · DIABO (v 9) · MILHARES DE MILHARES (v 14) · ESPÍRITO SANTO (v 20)
ANTROPOLOGIA: · CHAMADOS, AMADOS E GUARDADOS (v 1) · “LHES” SEJAM... (v 2) · AMADOS (v 3) · CERTOS HOMENS MAUS (v 4) · HOMENS BONS (v 5) · SODOMA, GOMORRA E CIDADES EM REDOR (v 7) · SÃO SONHADORES, REJEITAM, DIFAMAM (v 8) · CORPO DE MOISÉS (v 9) · ANIMAIS IRRACIONAIS, SE CORROMPEM (v 10) · SEGUIRAM O CAMINHO DE CAIM (v 11) · ERRO DE BALAÃO (v 11) · REVOLTA DE CORÁ (v 11) · ENOQUE, ADÃO (v 14) · PECADORES ÍMPIOS (v 15) · ESSAS PESSOAS VIVEM SE QUEIXANDO (v 16) · ADULAM OS OUTROS (v 16) · APÓSTOLOS (v 17) · ZOMBADORES (v 17)
SOTERIOLOGIA: · PRESERVADOS; AMADOS; GUARDADOS; (v 1) · FÉ É A BASE DA SALVAÇÃO DOS SANTOS (v 3) · CONDENAÇÃO JÁ SENTENCIADA (v 4) · NEGAM A JESUS, ÚNICO CAMINHO, SALVAÇÃO (v 4) · LIBERTAÇÃO DO POVO (v 5) · DESTRUIÇÃO DOS QUE NÃO CRERAM (v 5) · PRESOS COM CORRENTES ETERNAS, GRANDE DIA (v 6) · CASTIGO DO FOGO ETERNO (v 7) · DESTRUIÇÃO (v 11) · DUAS VEZES MORTAS (v 12) · DENSAS TREVAS (v 13) · CONVENCIMENTO, JULGAMENTO (v 15) · NÃO TEM ESPÍRITO (v 19) · SANTÍSSIMA FÉ (v 20) · MISERICÓRDIA LEVA PARA A VIDA ETERNA (v 21) · ARREBATANDO; SALVANDO DO FOGO (v 22) · IMPEDÍ-LOS DE CAIR; SEM MÁCULA; DEUS (v 24) · SALVADOR JESUS CRISTO (v 25)
ESCATOLOGIA: · SALVAÇÃO DA PRESENÇA DO PECADO (v 3) · O GRANDE DIA (v 6) · O CASTIGO DO FOGO ETERNO (v 7) · RESERVADAS AS MAIS DENSAS TREVAS (v 13) · O SENHOR VEM COM MILHARES DE MILHARES (v 14) · NOS ÚLTIMOS DIAS (v 18) · ESPERANDO A VIDA ETERNA (v 21) · FOGO (v 23) · APRESENTAÇÃO DIANTE DA SUA GLÓRIA (v 24) · PARA TODO SEMPRE (v 25) SERMÃO NO LIVRO DE JUDAS TEXTO: JUDAS v20 TEMA: JESUS CRISTO, O ÚNICO QUE PODE NOS LIVRAR DA QUEDA. INTRODUÇÃO: Hoje, estamos vivendo momentos que antecedem a volta do nosso Senhor Jesus Cristo. Momentos trágicos, tudo o que temos visto registrado na Bíblia está acontecendo com mais intensidade. A igreja tem vivido momentos difíceis com ensinamentos errados que vem pairando sobre todo aquele que busca servir ao Senhor Jesus Cristo com sinceridade. Podemos ver que Judas, o servo do Senhor, se preocupou em deixar registrado tudo o que O Senhor queria que sua igreja soubesse. Judas gostaria de escrever sobre um assunto totalmente diferente do que ele mesmo acabou escrevendo. Podemos ver que ele foi impelido a escrever esta carta “v 3” (ler com a igreja). A questão era muito importante, ele não poderia ficar sem comunicar o que, possivelmente, leu na carta de II Pedro, acerca dos falsos mestres. II Pedro estava dizendo que haveria falsos mestres e Judas estava mostrando que eles (os falsos mestres) estavam entre eles. Não fazer vista grossa diante da realidade em que vivemos. Muitas igrejas estão distorcendo a sã doutrina do Senhor. Muitos falsos mestres estão tentando dissipar o rebanho do nosso Senhor. Hoje muitos estão caindo no erro de seguir ensinamentos que os levarão para um destino final terrível. Pensando nesta questão, podemos tirar alguns pontos para nossa meditação no sermão de Judas. Esta carta que, aparentemente, é o último capítulo que Deus quer exortar seu povo a se firmar na sã doutrina. Quero compartilhar com esta amada igreja alguns pontos para nossa meditação: 1) DO ERRO DE CAIM. (v 11) Somente Jesus Cristo pode nos livrar de cair no erro de Caim. Tal pessoa que Judas faz questão de mencionar, Caim foi o primogênito de Adão e Eva, alguns estudiosos nos falam que ele herdou o pecado da humanidade, sendo ele o primeiro fruto depois de Adão. Tal homem fez uma barbaridade, matou seu próprio irmão Abel. Abel fora seu irmão mais novo, ele apresentou um sacrifício de coração para Deus. Sacrifício de sangue deu o que ele tinha de melhor. E Caim fora ciumento e acabou matando seu irmão. Podemos ver que a raiz desta maldade está na raça humana. O homem natural não sente maldade em fazer o erro. Isso mostra que tais homens que andam de forma desordenada não se preocupam com a maldade que estão cometendo. Estudiosos mostram que Caim matou Abel com uma pedra. E historiadores do Antigo Testamento dizem que Caim morreu quando sua própria casa caiu sobre ele, como recompensa do seu assassínio. ILUSTRAÇÂO: Da mesma forma, que estes homens caíram no erro de Caim, pensando que podem cometer o mal, mesmo, de forma sutil, Judas os assemelha às rochas submersas “v 12” mostrando um perigo oculto, assim como uma rocha submersa não é aparente o risco que ela pode causar, tais mestres são capazes de causar grandes estragos. Assim como o filme Titanic repercutiu grande audiência e foi líder em bilheteria foi a naufrágio com por causa de uma rocha submersa (no caso aqui o iceberg). Um navio que outrora os lideres e fabricantes haviam dito que nem Deus poderia o fazer naufragar viram o inevitável acontecer. APLICAÇÂO: Não podemos amados irmãos em Cristo Jesus, pensar que tais homens não podem nos fazer cair e chegarmos ao náufrago. Assim o servo Judas nos adverte sobre a maldade que tais homens têm, são pessoas que procuram matar seus irmãos como Caim e procuram fazer-lhes chegar ao naufrago sendo eles mesmos um perigo camuflado, como rochas submersas. Queridos irmãos em Cristo Jesus somente Jesus Cristo pode nos livrar da queda “v 24” e nos apresentar sem mácula e com grande alegria diante de sua glória. 2) DO ERRO DE BALAÃO. (v 11) Judas nos mostra outro exemplo, o de Balaão. Este homem preferiu os tesouros humanos a obedecer às ordenanças do Deus vivo. Creio que tal pessoa também é um perigo muito grande para nossa vida. Encontramos em varias igrejas pessoas que preferem também os tesouros que a obra pode trazer para eles. Eles usam a igreja como fonte de renda, sem que haja compromisso com o próprio Deus, no caso o dono da obra evangelística. O Senhor fez algo inusitado fez uma mula falar para que os olhos dele fossem abertos. Creio que estes homens são pessoas que, estão completamente cegos e, não conseguem enxergar que a obra evangelística não tem nada ver com o que eles estão realizando. Seus corações estão engodados no erro de Balaão. ILUSTRAÇÂO: Judas mostra que eles são semelhantes a pastores que só cuidam deles mesmos e nuvens sem água “v 12” Tal exemplo é para mostrar que eles não têm o compromisso de pastorear nenhum tipo de animal e muito menos pessoas que buscam uma vida mais plena com o Senhor. São semelhantes a nuvens sem água que não podem trazer esperança de uma chuva de benção da parte de Deus. Se porventura temos um rebanho de ovelhas e precisamos de um pastor e contratamos tais pessoas, que resultado, poderia esperar deles algo bom? Se tivermos uma plantação e necessitamos de chuva para regar nossa plantação, como podemos esperar chuva olhando para nuvens sem água? Creio que estes pastores que só cuidam de si acabariam por matar nosso rebanho, pois só alimentam a si mesmos. Da mesma forma nossa plantação morreria, pois não podemos esperar água refrigeradora de onde não tem fonte. APLICAÇÂO: Meus amados em Cristo Jesus, o exemplo que Judas está nos apresentando é de pastores que só cuidam de si, seus interesses em primeiro lugar, assim como Balaão procurou seus próprios interesses e caiu no erro, assim tais homens procuram fazer cair no erro aqueles que estão seguindo seus ensinamentos. Eles são nuvens sem água, pois só vivem de aparências, sem expectativas de um novo amanhecer. E o povo de Deus perece ao ouvir tais ensinamentos. Não deixemos que tais homens nos enganem com seus modos de aparências. Pessoas que cuidam dos seus próprios interesses podem querer nos fazer cair no erro de Balaão e nos fazer também sermos como eles e vivermos de aparências. Queridos irmãos em Cristo Jesus somente Jesus Cristo pode nos livrar da queda “v 24” e nos apresentar sem mácula e com grande alegria diante de sua glória. 3) DO ERRO CORÁ. (v 11) O terceiro exemplo que Judas nos mostra é o de Corá. Um homem que teve um procedimento insubmissão diante de Moisés e Arão. Ele fora uma pessoa que foi um grande influenciador, pois levou consigo outros que creram no procedimento errôneo dele. Judas mostra que tais pessoas também existem dentro da própria igreja do Senhor. Pessoas que não obedecem a seus pastores e lideres. Judas, o servo de Jesus Cristo nosso Senhor, faz questão de mostrar para o povo cristão, que tais homens estão presentes até os dias de hoje. A insubmissão é o único fruto que os seguidores de Corá podem produzir. Não podemos esperar grandes coisas daqueles que são insubmissos e não obedecem a seus lideres. Por incrível que pareça, o que percebo, é que os que reclamam mais e, se queixam mais, são os que seguem os ensinamentos dos falsos mestres que caíram no erro de Corá. ILUSTRAÇÂO: Imagine que você está num determinado lugar onde há muitas árvores e, você está com fome, só que está numa época de outono. Não encontra nada para ingerir, você está diante de uma árvore que não pode lhe conceder um fruto para saciar sua fome. Imagine também você em alto mar, navegando sem direção e, procura se situar através de uma estrela. Só que a estrela que você precisa acaba caindo... Como você poderia chegar a seu destino final? Agora só você e Deus. O desespero certamente vai te assolar. APLICAÇÂO: Meus queridos, tais homens caíram no erro de Corá e não conseguem frutificar, nem ser um ponto de referencia para outros. Tais ensinamentos só podem causar problemas dentro da igreja hoje. Pois, muitos dentro da igreja conseguem ser insubmissos, não respeitam autoridades eclesiásticas e ferem os pastores com palavras ásperas. É semelhante ao procedimento de Corá, só que Deus estava com Moisés e Corá teve um final terrível e seus seguidores também, pois, a terra se abriu e engoliu tanto a Corá como também os seus seguidores. Judas está querendo nos mostrar que tais pessoas têm suas condenações destinadas desde a muito tempo “v 4” não podemos ser enganados por eles, pois, certamente teremos a recompensa que eles tiveram. Temos que frutificarmos e também sermos um ponto de referência para a humanidade que está se perdendo no oceano da vida, sem Deus e sem esperança. Creio que O Senhor deseja que nós sejamos pessoas que sejam diferentes dos falsos mestres. Queridos irmãos em Cristo Jesus somente Jesus Cristo pode nos livrar da queda “v 24” e nos apresentar sem mácula e com grande alegria diante de sua glória. CONCLUSÃO: Não devemos meus amados irmãos, ficar de braços cruzados. Judas nos mostra que devemos ter uma atitude bem diferente e que devemos ter compaixão daqueles que duvidam (os falsos mestres) a outros devemos arrebatar do fogo (os que acreditam neles) e que devemos mostrar misericórdia com temor, pois, devemos nos edificar na santíssima fé, orando no Espírito Santo “v 20” para que possamos suportar os momentos de lutas contra tais pessoas. Devemos nos manter no amor de Deus, até que o Senhor Jesus Cristo nos leve para a vida Eterna “v 21”. Pois certamente “... Àquele que é Poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria... (v 24)” Queridos irmãos em Cristo Jesus somente Jesus Cristo pode nos livrar da queda “v 24” e nos apresentar sem mácula e com grande alegria diante de sua glória. BIBLIOGRAFIA Richard R. Losch, Todos os Personagens da Bíblia de A á Z. Merrill C. Tenney, O NT Sua Origem e Análise. R. N. Champlin, Ph. D. O NT Interpretado Versículo por Versículo. George Eldon Ladd, Teologia do NT, Ed. Hagnos. Robert H. Gundry, Panorama do NT, Ed. Vida Nova. Bíblia Plenitude. Fritz Rienecker Cleon Rogers, Chave Lingüística do NT. Ed. Vida Nova. Frank Thielman. Teologia do NT. Ed Shedd Publicações. SUMÁRIO: AUTOR, PANO DE FUNDO 1 DATA, DESTINATÁRIOS 3 CONTEUDO DA EPÍSTOLA 4 ESBOÇO DO LIVRO 5 INTERPRETAÇÃO COM PALAVRAS CHAVES E APLICAÇÃO 6 I) ADVERTÊNCIA CONTRA OS FALSOS MESTRES 7 II) EXORTAÇÕES POR PERSEVERANÇA 15 III) DOXOLOGIA 16 PARALELO ENTRE JUDAS E II PEDRO 17 JULGAMENTO ESCATOLÓGICO E ESPERANÇA ATUAL EM JUDAS 18 OS OPONENTES DE JUDAS COMO OPONENTES ESCATOLOGICOS DO POVO DE DEUS 18 O DESTINO DOS OPONENTES DE JUDAS 19 A ESTRATÉGIA PARA LIDAR COM OS FALSOS MESTRES 20 a) COMO OS LEITORES PODEM EVITAR DE CAIR EM ERRO b) COMO OS LEITORES PODEM AJUDAR AQUELES QUE ESTÃO SOB INFLUÊNCIA DOS FALSOS ENSINAMENTOS DESVIO, JULGAMENTO E MISERICÓRDIA EM JUDAS 21 ESBOÇO DETALHADO PARA ESTUDO DA CARTA 22 TEOLOGIA DE JUDAS: DEUS; JESUS CRISTO; ESPÍRITO SANTO; ANGELOLOGIA; ANTROPOLOGIA; SOTEROLOGIA; ESCATOLOGIA. 23 SERMÃO NO LIVRO DE JUDAS(v20) 26 BÍBLIOLOGIA 31 [1] Richard R. Losch, Todos os Personagens da Bíblia de A á Z. P 289-290. [2] Merrill C. Tenney, O Novo Testamento Sua Origem e Análise. P 280-281. [3] Theodor Zahn, Introduction to the New Testament. P 262-270. A maioria dos estudiosos modernos defende o ponto de vista 3, ao passo que D. Guthrie, New Testament. P 248, conclui: “Veredicto deve permanecer em aberto”. [4] Merrill C. Tenney, O Novo Testamento Sua Origem e Análise. P 280-281. [5] Merrill C. Tenney, O Novo Testamento Sua Origem e Análise. P 281 [6] R. N. Champlin, Ph. D. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. P 327 [7] George Eldon Ladd, Teologia do Novo Testamento, Ed. Hagnos. P 807-808 [8] Id, P 808 [9] George Eldon Ladd, Teologia do Novo Testamento, Ed. Hagnos. P 808 [10] Robert H. Gundry, Panorama do Novo Testamento, Ed. Vida Nova. P 399 [11] Bíblia Plenitude. [12] R. N. Champlin, Ph. D. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. P 330 [13] Fritz Rienecker Cleon Rogers, Chave Lingüística do Novo Testamento. Ed. Vida Nova. P 598-599 [14] R. N. Champlin, Ph. D. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. P 332 [15] Id. P 599 [16] Id. P 599 [17] Fritz Rienecker Cleon Rogers, Chave Lingüística do Novo Testamento. Ed. Vida Nova. P 599 [18] Fritz Rienecker Cleon Rogers, Chave Lingüística do Novo Testamento. Ed. Vida Nova. P 600-601 [19] Id. P 601 [20] Fritz Rienecker Cleon Rogers, Chave Lingüística do Novo Testamento. Ed. Vida Nova. P 603 [21] Fritz Rienecker Cleon Rogers, Chave Lingüística do Novo Testamento. Ed. Vida Nova. P 603 [22] Frank Thielman. Teologia do NT. Ed Shedd Publicações. P 618-619 [23] Frank Thielman. Teologia do NT. Ed Shedd Publicações. P 620 [24] Frank Thielman. Teologia do NT. Ed Shedd Publicações. P 620-621

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2 comentários:

Rev. Rubén, fico feliz pelofato de você começar a expor o que tens aprendido durante este período na Faculdade de Teologia, que o Senhor te abençoe sempre mais, pois a tua bênção e sem dúvidas, a nossa bênção também, srrs

Paz.

Obrigad meu amigo Jarber. Creio que podemos fazer de igual modo a diferença entre a multidão!!!
Continue sendo esta benção e creia que Deus tem reservado o melhor para seu ministério!!! abraço

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