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A palavra de Cristo habite em vós abundantemente... Colossenses 3:16

Permanecendo na Palavra Genuina!

Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho... Gálatas 1:6

Fomos chamados para Resgatar

2Co 5:18 Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação...

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Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus... João 3:3

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A NOSSA UNIÃO COM CRISTO



A NOSSA UNIÃO COM CRISTO
Esta mensagem trata-se do conceito da união com Cristo. Todo aspecto do relacionamento de Deus com os salvos está de certo modo ligado ao nosso relacionamento com Cristo. Dos desígnios divinos na eternidade passada, antes da criação do mundo, à nossa comunhão com Deus no céu na eternidade futura, incluindo ainda cada aspecto do nosso relacionamento com Deus nesta vida — tudo ocorreu e ocorre em união com Cristo.

A. Estamos em Cristo
A expressão “em Cristo” não tem um único sentido, mas é abrangente em varios sentidos.
1. No plano eterno de Deus.
Efésios 1.4 nos diz que Deus nos escolheu em Cristo “antes da fundação do mundo”. Foi “nele” (em Cristo) que fomos predestinados “para louvor da sua glória” (v. 1.11-12). Mais tarde ele “nos salvou e nos chamou” por causa da “sua própria determinação” e por causa também da graça que nos deu “em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1.9).

2. Durante a vida de Cristo na terra.
Ao longo de toda a vida de Cristo na terra, desde o momento do seu nascimento até a hora da sua ascensão ao céu, Deus nos concebeu vivendo “em Cristo”. Ou seja, tudo o que Cristo fez como nosso representante, Deus contou como sendo algo que também nós fizemos. É claro que os salvos não estavam conscientemente presentes em Cristo, pois a maior parte deles nem sequer existia ainda quando Cristo estava na terra. Antes, os crentes estavam presentes em Cristo apenas nos pensamentos de Deus, que nos concebeu passando por tudo aquilo que Cristo passou, pois ele era o nosso representante.

3. Durante a nossa vida hoje.
Uma vez que nascemos e existimos como pessoas reais no mundo, a nossa união com Cristo já não pode ser algo que exista só na mente divina. É preciso também que sejamos levados a um relacionamento efetivo com Cristo, por meio do qual os benefícios da salvação possam ser realizados em nós pelo Espírito Santo. A riqueza da nossa vida atual em Cristo pode ser vista em quatro perspectivas ligeiramente distintas:

a. Morrer e ressuscitar com Cristo. A morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus agora exercem efeitos reais sobre nós. “[Fostes] sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.12). Aqui as referências de Paulo ao batismo e à fé sugerem que a nossa morte e ressurreição com Cristo ocorrem nesta vida mesmo, no momento em que nos tornamos cristãos.

b. Nova vida em Cristo. Esses últimos versículos sugerem uma segunda perspectiva do fato de existirmos “em Cristo”. Podemos pensar não só na obra redentora que Cristo realizou no passado, mas também na sua vida presente no céu, no fato de ele possuir todos os recursos espirituais de que precisamos para viver a vida cristã. Como toda bênção espiritual foi conquistada por ele e lhe pertence, o Novo Testamento diz que essas bênçãos estão “nele”. Assim, só estão disponíveis para os que estão “em Cristo”, e se estamos em Cristo, essas bênçãos são nossas.

c. Todos os nossos atos podem ser realizados em Cristo. Tornar-se cristão é entrar na novidade do porvir e sentir até certo ponto os novos poderes do reino de Deus afetando cada aspecto da nossa vida. Estar “em Cristo” é estar no novo reino regido por Cristo.

d. Um só corpo em Cristo. Não estamos simplesmente em Cristo como pessoas isoladas. Como Cristo é o cabeça do corpo, que é a igreja (Ef 5.23), todos os que estão em união com Cristo estão também ligados uns aos outros no corpo de Cristo. Essa ligação nos faz “um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (Rm 12.5; 1Co 10.17; 12.12-27). Assim, “se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1Co 12.26). Nesse corpo de Cristo desaparecem as antigas hostilidades, ruem as divisões pecaminosas entre as pessoas, e os critérios terrenos de posição social não valem mais, pois “não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28; cf. Ef 2.13-22).
B. Cristo está em nós
Jesus falou de um segundo tipo de relação quando disse: “Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto” (Jo 15.5). Não só é verdade que estamos em Cristo; ele também está em nós, para nos dar força para viver a vida cristã. “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.19-20). O fator que determina se alguém é cristão ou não é se Cristo está nele (Rm 8.10; 2Co 13.5; Ap 3.20).
C. Somos semelhantes a Cristo
Um terceiro aspecto da união com Cristo é a imitação dele. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co 11.1). João exorta: “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (1Jo 2.6). Portanto a união com Cristo implica a imitação de Cristo. A nossa vida deve assim espelhar a vida dele, para que lhe rendamos honra em tudo o que façamos (Fp 1.20).
D. Estamos com Cristo
1. Comunhão pessoal com Cristo.
Cristo prometeu: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20) e “Estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20). Convém lembrar novamente que, como o corpo humano de Jesus ascendeu ao céu (Jo 16.7; 17.11; At 1.9-11), esses versículos falam necessariamente da sua natureza divina presente conosco. Porém é assim mesmo uma presença bastante pessoal, na qual cooperamos com Cristo (2Co 6.1), o conhecemos (Fp 3.8, 10), somos consolados  por ele (2Ts 2.16-17), ensinados por ele (Mt 11.29) e vivemos toda a nossa vida na sua presença (2Co 2.10; 1Tm 5.21; 6.13-14; 2Tm 4.1). Tornar-se cristão é ser chamado “à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Co 1.9).
2. A união com o Pai e com o Espírito Santo.
Esse último versículo sugere um aspecto final da união com Cristo. Como estamos em união com Cristo nessas várias relações, também somos levados à união com o Pai e com o Espírito Santo. Estamos no Pai (Jo 17.21; 1Ts 1.1; 2Ts 1.1; 1Jo 2.24; 4.15-16; 5.20) e no Espírito Santo (Rm 8.9; 1Co 3.16; 6.19; 2Tm 1.14). O Pai está em nós (Jo 14.23) e o Espírito Santo está em nós (Rm 8.9-11). Somos semelhantes ao Pai (Mt 5.44-45, 48; Ef 4.32; Cl 3.10; 1Pe 1.15-16) e semelhantes ao Espírito Santo (Rm 8.4-6; Gl 5.22-23; Jo 16.13). Temos comunhão com o Pai (1Jo 1.3; Mt 6.9; 2Co 6.16-18) e com o Espírito Santo (Rm 8.16; At 15.28; 2Co 13.14; Ef 4.30).

Não estamos só na caminhada, temos um auxilio divino, auxilio Eterno, Deus está entre nós, Deus está dentro de nós.


Fonte: Wayne Grudem .

A Morte do Messias


A SALVAÇÃO MESSIÂNICA

A missão messiânica de Jesus tinha como seu objetivo a preparação dos homens para o Reino de Deus futuro. Jesus constantemente lançou os seus olhares para a vinda do Reino escatológico, quando o julgamento final irá efetivar uma separação entre os homens, justos entrando para a vida e bênção do Reino, e os ímpios para o estado de punição. A igreja primitiva considerou a morte de Jesus como um dos eventos mais essenciais à realização de sua missão. 1 Co 15.1-3.

O evento da crucificação.

Historicamente, a morte de Jesus foi uma tragédia relativa a um homem que foi apanhado pelos poderes da força política. Jesus havia incorrido na hostilidade mortal dos escribas e fariseus por rejeitar a interpretação que faziam da lei, o que implicava na destruição do fundamento do judaísmo rabínico como um todo.
Como mestre religioso, ele foi uma ameaça à religião farisaica e sua popularidade com o povo o tornou paulatinamente perigoso, Jo 11.47,48. Quando o sinédrio condenou Jesus sob acusação de blasfêmia, Mc 14.64, estavam agindo de acordo com a compreensão que os seus membros possuíam do Antigo Testamento.

Predições da Paixão

Os evangelhos representam Jesus como predizendo claramente a sua paixão. O registro do Evangelho faz da confissão e Pedro, em Cesaréia de Filipe, um ponto divisório em seu ministério. Esta instrução sobre a sua morte iminente tornou-se um elemento importante no ensino dos dias subseqüentes, Mc 9.12,31; 10.33; Mt 17.12; 20.18,19; Lc 17.25.

A morte de Jesus é Messiânica

Essa conclusão é parcialmente deduzida da evidência já citada de que Jesus considerou a sua morte como elemento essencial em seu ministério totalmente em parte da linguagem usada em suas predições a respeito dos seus sofrimentos, Mc 8.31. A dádiva de sua vida é o objetivo para o qual Jesus veio; a consumação e o propósito de sua missão messiânica são incorporados no ato de entregar a sua vida, Mc 10.45.

A morte de Jesus é Expiatória 

O significado redentor da morte de Jesus pode ser observado na delcaração sobre o seu caráter expiatório encontrado em, Mc 10.45. Aqui estão inseridos dois conceitos:
a.    a vida - o filho do homem dará a sua vida (psyche), por muitos;
b.    o resgate - e a idéia de resgate é (lutron), que envolvia o preço para redimir um escravo da servidão. Este conceito era comum no mundo helenista.

A morte de Jesus é Substitutiva

A morte de Jesus não é somente redentora; a expiação é realizada por meio da substituição. Um elemento substitutivo deve ser reconhecido tanto no conceito geral envolvido como na linguagem particular empregada.

A morte de Jesus é Sacrificial

A morte de Cristo não apenas redime por meio da substituição; é também uma morte sacrificial. A descrição do servo sofredor em Isaías 53, tem em vista o servo de Deus derramando sua alma como uma orfeta pelo pecado, Is 53.10.

A morte de Jesus é escatológica

A morte de Jesus tem um significado escatológico, Mc 14.25. Sua morte cria uma nova esfera de comunhão, que será completamente realizada apenas no Reino de Deus escatológico. - 1 Co 11.26. A objeção de que este ensino sobre uma morte sacrificial e redentora dificilmente pode ser considerado como parte autêntica do ensino do Senhor, porque não tem consonância com o corpo de seu ensino a respeito da natureza de Deus e não pode ser afirmada e mantida de modo bem sucedido.

A morte de Jesus é uma Vitória

Algumas poucas declarações encontradas em João suscitam um outro aspecto no que tange ao significado da morte de Jesus. Já vimos que no âmago da missão de Jesus estava uma luta espiritual com os poderes do mal. A morte de Jesus significa que o dominador deste mundo é "lançado para fora”, ou expulso Jo 12.31.

Fonte: GEORGE ELDON LADD pg 242-253 - Teologia do Novo Testamento. Ed AGNOS

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